Sixckim – “Palestra Sobre Hip-Hop No Cazenga” (2014) [Resumo]

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A transferência de informação e conhecimento no mundo, é necessária para o homem social, tanto no âmbito do artista individual quanto no âmbito colectivo dos fazedores de arte e do público. O que podemos notar a medida que se compreende que estes aspectos foram e são diferenciais nas sociedades, ou seja, tanto na antiguidade quanto nas actuais sociedades modernas, existe a grande necessidade de possuir o conhecimento e de transmiti-lo.
Foi neste contexto que a palestra sobre HipHop ministrada por Sixckim foi simbolicamente interpretada pelo corpo do auditório presente, no Colégio Amigão, situado na Mabor Sonef, distrito do Cazenga, em Luanda-Angola, com algumas das reflexões citadas abaixo.
Em que medida poderia a arte do HipHop puro, voltar a ajudar o homem a autocompreender-se e a perceber-se, assemelhando-se a era dourada do HipHop, entre 1985 e 1992, a contra pelo de uma tendência universal ao simplismo, em sua complexidade ?
O grande prelector Sixckim afirmou que, em conjunto, precisamos de entender, como podemos aproveitar a música para, através de bases alternativas, criarmos uma atitude e uma predisposição ao reequilíbrio na compreensão do Hiphop a nível da camada juvenil, pressupondo de forma inevitável o seu entendimento adequado e a assimilação razoável de jovens, na sociedade angolana.
Neste contexto, o HipHop precisa de ser compreendido e em certos casos, recompreendido por todos, incluindo os fazedores, o público, os seus agentes cardeais sociais e teorizadores, em condições mais consistentes do que agora. Isto através de um conhecimento histórico profundo sobre a estrutura antropológica e social do HipHop em sociedades diferentes, a base esotérica camuflada em músicas, os maiores grupos de influência ideológicas e o perigo da falta de Fé em Deus.
A redundância em consequência da duplicidade, assim como o estado de impasse em que se encontra a inspiração uma parte de artistas do HipHop, criou uma condição de dubiedade natural que reflecte-se na aderência proporcionalmente reduzida ao consumo deste estilo outrora considerado o mais mediático em Angola, a medida que o tempo passa.
O grande prelector Sixckim, levou o auditório a fazer um diagnóstico sobre a fragmentação excessiva e virtual criada por  teorizadores do HipHop nacional que não falam nem escrevem inglês. Logo, nunca interpretaram versões originais das músicas e discursos dos seus exemplos e ídolos ideológicos por excelência. Consecutivamente, adoptando filosofias de vida menos construtivas, perdendo a capacidade de adaptação social, por falta de ética e formas construtivas de comunicação, assim como uma visão inclusiva.
Sixckim fez um apelo as mentes percucientes, embora estas mesmas sejem raras no mundo, para, de forma continua irem a busca de conceitos assimiláveis de formas a orbitarmos em torno do propósito da PAZ em Angola, cujo lema é a reconstrução nacional e o engrandecimento do canteiro de obras que é Angola.
Não havendo uma condição de crise na juventude, Sixckim salientou que o mais importante neste momento é continuar a esclarecer a juventude sobre o seu papel importante na preservação da PAZ em Angola e o respeitos as leis do país, assim como a preparação séria do seu futuro.
No entanto, algo decerto inédito, é que a qualidade musical, atraente e boa, que continua crescendo proporcionalmente a estabilidade social angolana, providenciada por uma economia de igual modo atraente.
Varias referências bibliográficas foram evidenciadas com a presença física de obras pertencentes ao Sixckim, como por exemplo: The Antology of RAP, escrito por Adam Bradley e Andrew DuBois, tendo o prefacio do professor Doutor Henry Louis Gates Jr, The Gospel of HipHop, escrito por KRS-ONE, que considera o HipHop como religião alternativa para o novo mundo, o Manual da Wu Tang Clan, escrito pelo RZA, The HipHop Wars, escrito por Tricia Rose, The Bagavadgita As It Is, tradução de Srila Prabhupada de Bengal, The Metu Neter volumes 1&2, escritos por Ra Un Nefer Amen, A Bíblia Sagrada, escrituras de vários apóstolos.
Para terminar, Sixckim felicitou a juventude angolana no seu todo, por contribuírem de forma positiva e pedindo de forma abrangente, aos jovens para escutarem os conselhos dos mais velhos, desde que a prioridade seja efectivamente um contributo positivo e pacificador. Várias intervenções importantes por membros do auditório, fortaleceram a plenitude da cientificidade da palestra, nomeadamente:  Mustaffa, fundador do Movimento de Hiphop Ngola K do Cazenga, Mister B, organizador da palestra, Nilton MC, membro do corpo executivo do Movimento de Hiphop Ngola K do Cazenga, Faggman o lendário produtor e MC do bairro Vila Alice, B-Boy Kila, o responsável do grupo Estilo Urbano do bairro Alvalade, Mc Lacrimogénio, Mc Furioso, Mc Devorador e muitos outros.
De relembrar que a participação em palestras e fóruns de debates adequados e reconhecidos é a forma mais séria de se fazer passar mensagens de estruturamento social.
Para mais informações e datas das próximas palestras de Sixckim, podem ligar para o (+244 ) 921370547. Atendendo a vários pedidos, nestes momentos históricos do HipHop em Angola, o ano de 2015 contará com palestras de Sixckim sobre HipHop e o contributo positivo na Paz, nos bairros, Talatona, Benfica, Palanca, Samba, nos Distritos de Viana, Cacuaco, Cazenga, Ingombota e muito mais.

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